Amados filhos em Deus, que nos abençoe Jesus o amado Senhor nosso.
A noite de hoje apresentou-se plena de colocações e conversações extremamente úteis àqueles que transitam e trabalham em um centro espírita.
No livro dos Espíritos encontramos as excelentes perguntas do senhor Kardec e as primorosas respostas dos Espíritos, nos informando do estado em que se encontram, espiritualmente, aqueles que desencarnam ainda na infância.
As respostas do Livro dos Espíritos servirão, portanto, aos doutrinadores, evangelizadores ou esclarecedores, como quer que os chamemos, para quando do atendimento a um destes Espíritos que se apresente em forma infantil, que possa este esclarecê-lo informando-o de que não é mais uma criança. Entretanto consolando-o e confortando-o sem pressioná-lo ou constrangê-lo com a sua verdadeira realidade espiritual.
Realmente não existe roteiro para o esclarecimento. Aquele que labuta nesta área tem que trabalhar com o coração, com a intuição, com a percepção do estado espiritual daquele que ali se encontra.
Existem muitas armadilhas nestas comunicações infantis, quase sempre são Espíritos perturbados ou Espíritos perturbadores.
Existe uma sensível diferença nesta questão. Se o Espírito se encontra perturbado julgando-se ainda uma criança, nós perguntamos: Por que razão foi levado a uma sala mediúnica para o devido acoplamento com a organização mediúnica?
Sem dúvida porque necessita do despertamento necessário para que cresça em Espírito libertando-se da forma infantil e integrando-se à forma adulta que todo Espírito deve apresentar.
Já os Espíritos perturbadores transmudam-se em crianças para conseguir uma comoção daqueles que os escutam, para conseguir momentos de carinho, enquanto riem a bandeiras despregadas da peça que estão pregando.
No trato com os Espíritos não esqueçamos nunca da escala espírita do senhor Allan Kardec no Livro dos Espíritos.
Estes Espíritos podem tumultuar, fingir, enganar e mentir.
Tenhamos em mente que o dever do esclarecedor-doutrinador será sempre o de libertar o Espírito para a sua realidade verdadeira.
Todavia, levando-se em consideração aqueles que estão perturbados, devemos trata-los sempre, com muito tato, carinho e cuidados.
Então as nuanças do esclarecimento, da consolação mudará de doutrinador para doutrinador.
Aconselhamo-os a que usem a intuição, que sigam o roteiro do evangelho assim como o roteiro informativo do Livro dos Espíritos com as suas colocações que ainda não foram contestadas.
Continuando acerca dos temas palpitantes desta noite, ouvimos sobre a questão daqueles que se apresentam nas tribunas das casas espíritas e possuidores da autoridade que a tribuna concede, colocam os seus pensamentos confundindo aqueles que os escutam. E o silêncio cúmplice dos dirigentes torna-se uma agressão à pureza da Doutrina Espírita.
Temos o dever de, ao término de qualquer colocação, palestra ou informação errônea, sem tumultuar ou escandalizar aqueles que estão presentes, colocarmos de maneira firme o pensamento da Doutrina acerca do assunto.
Amados filhos em Deus, ser bom é ser forte, é não compactuar com o erro, é repelir o engano, esclarecendo sempre.
Não nos conformemos em um silêncio covarde, mas sim tenhamos a dignidade de enobrecer a Doutrina colocando os seus postulados a frente de qualquer respeito humano. Mas fazê-lo de maneira branda, suave, delicada como é próprio de todo aquele que se diz espírita.
Amados filhos que os abençoe Jesus na noite de hoje, enquanto acompanhamos a reunião, rogando a Ele que esteja presente desde o início até o final dos trabalhos.
Miguel Vives y Vives